Conferência de Docentes DCAM - 19 de Outubro

Neste ano de 2022 os autores lançaram o projeto FRAME[scapes] – para uma geocinemática da cidade, um projeto exploratório transdisciplinar que desenvolve uma forma de estudar a cidade e o território a partir da imagem em movimento. Na sequência de um conjunto inicial de micro-filmes e textos teóricos, assume-se um processo de trabalho de um mapeamento através do olhar poético, tendo na imagem movente uma ferramenta de investigação pertinente no âmbito das Ciências da Comunicação e da Teoria dos Media. A possibilidade da cidade se constituir como imagem a partir da omnipotência dos circuitos integrados como refere Kittler, atravessa conceitos específicos de espaço, tempo, arquitetura e cinema. Como já enunciado por Eisenstein, a arquitetura é o parente afastado do kinema, e a fronteira entre espaço público vs espaço privado é cada vez mais diluída, transformando-se numa pesquisa imagética e videográfica para um entendimento dos corpos e das coisas na paisagem. A compreensão do Real assume-se como uma prática psico-videográfica e geo-psíquica a partir das extensões tecnológicas capazes de registar, em loop, todos os movimentos, todos os lugares. Assim, na consequência deste pensamento, os autores realizaram em conjunto a obra 24 de Fevereiro de 2022, uma peça profundamente influenciada pela invasão russa do território ucraniano. Aqui, a cidade é uma outra geografia, mas que se estende por inerência ao nosso espaço quotidiano, diluído pelas imagens trazidas a primeiro plano pela imprensa e pelas televisões mundiais. A precessão desta «outra cidade», construída por tantos olhares quanto aqueles que possuem uma televisão, é recolocada a partir deste grande arquivo.

Hugo Barata é doutorado em Arte dos Media. Leciona na Escola de Comunicação, Artes, Arquitetura, Artes e Tecnologias de Informação da Universidade Lusófona. É artista plástico e curador desde 2002. As suas principais áreas de interesse são a Arte, o Design, a Teoria dos Media, a Educação e a Mediação Cultural. É investigador colaborador do CICANT e investigador integrado no COW – Center for Other Worlds.

Júlio Alves é doutorado em Ciências da Comunicação e mestre em Estudos Cinematográficos. Desde 2015, leciona na Escola de Comunicação, Arquitectura, Artes e Tecnologias da Informação (ECATI). É investigador do CICANT desde 2020. Em 1995 estreia-se na realização com o filme A Fachada, seguem-se: O Despertador (1996), Alferes (2000), Ossudo (2007), O Jogo (2010), 42,195 KM (2010), O Regresso (2012) A Casa (2012), A Casa Manuel Vieira (2014), Casa Encantada (2018), Objetos Entre Nós (2018), Sacavém (2019), Arte de Morrer Longe (2020), Chantal + Pedro (2020), Companhia (2021), Diálogo de Sombras (2021).

Conferência apresentada no âmbito do XII Ciclo de Conferências Internacionais, intitulado "Arte e Singularidade", organizado pela Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias de Informação da Universidade Lusófona, em conjunto com o Museu Coleção Berardo.

Quarta-feira, 19 de outubro às 17h00.

Auditório do Museu. Entrada gratuita, sujeita ao limite de lugares disponíveis

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