Other Worlds (OW) é um jornal metamórfico de investigação em design, crítica e transformação. OW propõe tornar legíveis as complexidades sociais, políticas, culturais e técnicas que rodeiam as práticas do design, e assim, transformáveis. Foca-se naqueles mundos que têm sido tradicionalmente ignorados, abandonados ou silenciados no passado, bem assim como aqueles que são esquecidos presentemente. OW alberga artigos, entrevistas, pequenos ensaios, e toda a produção cultural que não se enquadra nem na máquina acelerada e volátil da imprensa promocional de design, nem no necessariamente lento e longo processo de publicação académica. Desta forma, esperamos poder abordar assuntos urgentes, sem sacrificar o rigor e a substância. This journal is maintained by the Center for Other Worlds. Subscreve aqui

Cineclube 2.º Semestre 2020/2021

Para este final do segundo semestre do ano lectivo de 2020-2021, a programação resulta da articulação com a disciplina de Estética Cinematográfica, do Mestrado em Estudos Cinematográficos, pelo Professor Bragança de Miranda.

Dois colóquios ocuparão quatro das sessões: o Colóquio “Série: Pedro Costa entre ‘Casa de Lava’ e ‘Vitalina Varela’” e o Colóquio “Cinema e pintura: Erice e Reis, dois filmes, duas aproximações”.

Agradecemos os seguintes apoios pessoais e institucionais: de ensaístas e investigadores (Maria Filomena Molder, Alexandra Martins, Caterina Cucinotta), da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, do cineasta Pedro Costa, e do CICANT, Centro de investigação da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Abril

21, Quarta, 18h - Sala Fernando Lopes

Tema: IDEIA

— «Nachrichten aus der ideologischen Antike: Marx, Eisenstein, ‘Das Kapital’» (Notícias da Antiguidade Ideológica: Marx, Eisenstein, ‘O Capital’) – I, Alexander Kluge (2008, 188’) 

28, Quarta, 18h Sala Fernando Lopes

Tema: CÂMARA

— «Blow-up» (História de um fotógrafo), Michelangelo Antonioni (1966, 111’)

Maio

5, Quarta, 18h Sala Fernando Lopes

Tema: SÉRIE

— «Casa de Lava», Pedro Costa (1994, 110’)

Colóquio «Série: Pedro Costa, entre ‘Casa de Lava’ e ‘Vitalina Varela’».  Parte I. Com José Bragança de Miranda, Júlio Alves e Edmundo Cordeiro

«Vitalina Varela»: há quantos anos conhecemos estas pessoas, estas casas, estas ruas, estas sombras? Desde «Ossos», desde há duas décadas e meia, o que quer dizer que os ‘décors’ se mantêm; o que quer dizer que o ‘país’ não muda. Mas quer igualmente dizer que há um trabalho de cinema que se concretiza assim; que só pode concretizar-se assim, numa relação continuada com o mundo, onde a arte encontra a forma que se desenvolve internamente, e que se transforma internamente. De «Casa de Lava», onde tudo se inicia ainda somente dentro de uma forma de ficção, a «Vitalina Varela», o mais recente filme de Pedro Costa, sobreleva o papel e o poder instaurador da série, artística e política em simultâneo.

Em «Casa de Lava», filmado sobretudo em Cabo Verde, tem início a urdidura da série de Pedro Costa. Há uma espécie de parto. O ensaísta Jonathan Rosenbaum, quanto a «Casa de Lava», lança a ideia de um filme que está a dormir, e que poderá vir a acordar sozinho. Podemos dizer: em todos os outros filmes da série, ele acorda sozinho. 

12, Quarta, 18h Sala Fernando Lopes

Tema: SÉRIE

— «Vitalina Varela», Pedro Costa (2019, 124’)

Colóquio «Série: Pedro Costa, entre ‘Casa de Lava’ e ‘Vitalina Varela’».  Parte II. Com Pedro Costa, José Bragança de Miranda, Edmundo Cordeiro

Perto do final de «Vitalina Varela», Ventura diz parte do poema “Sombra” de Antero de Quental, e Vitalina vai repetindo, é uma aprendizagem. É talvez o único momento em que se fala português no filme. Vitalina não fala português, o que a impede de fazer-se entender perante o espírito do seu marido, com ‘quem’ pretende falar: os espíritos só falam em português... “Se eu falar português, você fala comigo?” pergunta Vitalina ao espírito. Não obtém resposta.

19, Quarta, 18h Sala Fernando Lopes

Tema: CINEMA E PINTURA

— «Jaime», António Reis (1974, 33’)

Colóquio «Cinema e Pintura: Erice e Reis, dois filmes, duas aproximações». Parte I. Com Maria Filomena Molder, Alexandra Martins, Caterina Cucinotta, José Bragança de Miranda e Edmundo Cordeiro

«El Sol Del Membrillo» (Víctor Erice) e «Jaime» (António Reis) têm relações com a pintura que importa indagar, seja a partir do registo do trabalho do pintor enquanto pinta e da pintura no seu desenvolvimento, no caso do primeiro, seja a partir da pintura concluída, inapelavelmente separada já daquele que a pintou, no caso do segundo. De que modo o cinema se coloca e existe, perante a pintura, nestes dois filmes? Que caminho abrem estes dois filmes, considerando estas duas artes e as suas relações?

Como escreve José Manuel Costa a propósito de «Jaime», «a obra inicial de Reis irrompeu no panorama da nossa cinematografia como gesto único de solidez e força instintiva. Marcou pelo extremo de modernidade e pelo extremo de originalidade. Inaugurou uma liberdade única no tratamento das formas e uma combinação única de ascese e precisão do discurso.» Perante acontecimentos deste tipo, é a própria arte, é o próprio cinema que descobre algo de novo em si mesmo.

26, Quarta, 18h Sala Fernando Lopes

Tema: POLÍTICA

— «Les Statues Meurent Aussi» (As estátuas também morrem),  Chris Marker e Alain Resnais (1953, 30’)

— «Brutalität in Stein» (Brutalidade em Pedra) Alexander Kluge, Peter Schamoni, Wolf Wirth e Dieter Lemmel (1961, 12’)

— «Mer Dare I Nach Vek» (O Nosso Século), Artavazd Peleshyan, (1982-1990, 30’)

Junho

2, Quarta, 18h Sala Fernando Lopes

Tema: CINEMA E PINTURA

- «El Sol del Membrillo» [O sol do marmeleiro] Víctor Erice (1992, 133’)

Colóquio «Cinema e Pintura: Erice e Reis, dois filmes, duas aproximações». Parte II. Com José Bragança de Miranda, Thiago Maceda e Edmundo Cordeiro

Palavras de Víctor Erice: “Sinto que a linguagem da pintura pertence ao alvorecer do nosso tempo e da nossa civilização e, num sentido similar, o cinema pertence ao seu ocaso. (...) Uma vez eu estava a falar com o Antonio [Antonio Lopéz, o pintor filmado em «El Sol del Membrillo»]. ‘Já viste como o cinema envelheceu tão rapidamente? Como uma criança que envelhece prematuramente; em apenas cem anos cobriu um campo enorme, que outras artes levaram séculos e séculos para conseguir.’ E ele respondeu, e é algo que nunca esquecerei: ‘Ah, mas olha que o cinema nasceu quando o homem já era muito velho.’”

9, Quarta, 18h

— «Vampyr», Carl Th. Dreyer (1932, 74’)

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